17 DE JUNHO – O ANIVERSÁRIO DA MINHA MORTE

Foi exatamente há 15 anos num Domingo de Junho que tudo aconteceu. Eu estava sem rumo, sem direção, completamente perdido e sem poder me ajudar. Naquela época o Brasil e o mundo eram bem diferentes do que é hoje, naturalmente. Naquela época, Gustavo Kuerten tinha acabado de ser tri campeão de Roland Garros na França; a seleção brasileira era tetra campeã; Jorge Amado e Cássia Eller estavam vivos; ainda não tinha acontecido o ataque terrorista as torres gêmeas nos Estados Unidos. Fatos que marcaram a história do Brasil e do Mundo, que mudaram a vida de muitas pessoas, inclusive a minha existência para sempre.
Sábado, 16 de Junho de 2001. Nos preparamos para sair, como fazíamos todos os finais de semana, só que daquela vez o meu irmão nos acompanhou. Não me recordo todos os lugares em que fomos naquele dia, acho que não fomos há muitos lugares, pois não tínhamos dinheiro, e geralmente andávamos por Santana, só por Santana, pois não tínhamos condições de ir para lugares muito longe e também estávamos desempregados, os três, fazíamos apenas trabalhos temporários – mais conhecido como “bicos”.
O Sábado já havia passado e o Domingo chegado e com ele uma nova era se iniciaria em minha vida,

exatamente naquele Domingo, 17 de Junho de 2001. Estávamos, eu o meu irmão Rodrigo e nosso amigo em comum, o Rubens, mais conhecido como Binho, em um bar tomando cerveja e conversando. Jogando conversas fora, falávamos de vários assuntos, mas teve um em específico que marcou as conversas naquela madrugada, pelo menos para mim. Por algum motivo, que na época eu desconhecia, mas que agora compreendo, começamos a falar sobre religião e sobre a necessidade de irmos há alguma igreja, já que naquela época nenhum de nós frequentávamos qualquer igreja. Lembro-me que ao final da conversa tínhamos chegado a um acordo e todos nós, os três, tínhamos decidido que naquele mesmo dia, no Domingo a noite, iriamos visitar a igreja. Eu digo a igreja e não uma igreja, pois também me lembro de que naquela noite havia mencionado a igreja Batista de Vila Nova Cachoerinha, pois essa era a igreja que íamos em nossa infância, levados por nossas tias (minha e do meu irmão), Eliana e Nilza.
Naquele Domingo, no final da tarde, depois de ter ido para casa no começo da manhã, de ter dormido e acordado super tarde, “fomos”, é eu queria que tivéssemos ido nós, os três, mas não, naquele Domingo a tarde eu fui sozinho até a casa do meu avô, que naquela época estava vivo, e pedi a ajuda de minha tia Nilza para ir até a Igreja Batista de Vila Nova Cachoeirinha, queria que ela me acompanhasse até a igreja, pois eu não teria coragem de ir sozinho, era muito tímido para isso.
Quando cheguei à casa do meu avô (pai de minha mãe) e fiz o pedido para a minha tia Nilza, de cara ela aceitou e disse que me acompanharia, yes! Pensei comigo. Momentos depois, não me lembro quanto tempo depois, a minha tia voltou dizendo que não seria possível me acompanhar naquele dia até a Igreja Batista de Vila Nova Cachoeirinha, pois estava com dores. Ela incentivou-me a ir sozinho, coisa que eu poderia fazer perfeitamente, sabia onde ficava a igreja, e ia para todo lugar sozinho, menos para a igreja. Quando ela me disse para eu ir sozinho, foi um balde de água fria em minhas intenções, mesmo ela dizendo que eu seria bem recebido, que seria bom para mim, e eu concordando “por fora”, em minha mente e coração eu já havia decidido – eu não vou lá sozinho. Deus sabia disso também, eu já estava decidido, voltaria para a minha casa, voltaria para o meu mundo sombrio e sem esperança. Mas quando é para acontecer, quando Deus determina o que tem que ser, nada pode impedir, nenhuma vontade, nenhuma dor, e naquele mesmo dia, momentos depois, minha tia voltou e completamente resoluta, como se soubesse que sem ela eu não iria para a igreja naquele dia, ela disse: “eu vou com você, pois você deve estar com vergonha”, yes, mais uma vez, ela acertou em cheio, pois além de estar com vergonha eu já tinha decidido que sozinho eu não iria.
Naquela noite eu conheci a pessoa mais importante de toda minha existência – Jesus Cristo. Naquele dia eu comecei a ter fé em Jesus Cristo, eu acreditei nEle e o recebi como o meu Senhor e Salvador. Morri para o pecado e nasci para Deus em Jesus Cristo. Antes de conhecer Jesus Cristo eu estava morto para Deus e vivo para o mundo, depois que conheci Jesus Cristo eu morri para o mundo e vivo para Deus.
Eu estava morto em meus pecados e transgressões, pecar e transgredir era algo que passava despercebido por mim, eu não sentia pesar pelo pecado, eu não achava que estava ofendendo a Deus, eu nem se quer pensava em Deus, apesar de ler a Bíblia de vez em quando, Deus para mim era como se não existisse e quando agimos dessa maneira, nada do que fazemos para aquele a quem desconsideramos tem importância. Temas como: pecado, arrependimento, fé, vida eterna, Inferno, Juízo de Deus, era como se eu nunca houvesse ouvido a respeito desses assuntos. A minha natureza pecaminosa era completamente alimentada, eu vivia para satisfazer a vontade da minha natureza pecaminosa, não havia luta, não havia guerra, eu estava morto para Deus.
Deus usou algumas pessoas ao longo dos anos para que eu chegasse à fé em Jesus Cristo e fosse salvo por Ele. Quando éramos crianças, eu, meus irmãos, éramos levados por nossas tias Eliana e Nilza (tia Ana e tia Niquinha) para a igreja, essas lembranças ficaram apagadas de minha memória até aquela noite em que estava no Bar com meu irmão e o Binho. Lembrei-me dos Domingos na EBD (Escola Bíblica Dominical), lembrei-me das EBF’s (Escolas Bíblicas de Férias), lembrei-me quando éramos levados para a casa do Tiãozinho e tínhamos estudos da Bíblia. Deus usou as minhas tias para nos levar a igreja e uma semente foi plantada, essa semente caiu em Terra boa, para a glória de Deus. Essas idas até a igreja em minha infância foi crucial para a minha conversão, pois naquela madrugada, no Bar, foi da Igreja Batista em Vila Nova Cachoeirinha que eu me lembrei e tive vontade de visitá-la.
Lembro-me também de uma professora (Fatima) na escola, acho que ela dava aula de matemática, não me recordo se foi na minha quarta série ou na quinta série, mas um dia ela reuniu a classe pediu para abaixarmos a cabeça e começou a falar de Jesus, eu não me lembro de uma só palavra que ela falou, pois eu me lembro que ao abaixar a cabeça na carteira da sala eu adormeci, fui acordado por uma colega no final da fala da professora, em minha carteira havia algo que tenho até hoje, um exemplar do Novo Testamento do gideões. Esse Novo Testamento ficou sumido em minhas coisas por bastante tempo, pois não me lembro de tê-lo utilizado nos anos seguintes, mas quando estava próximo daquele dia 17 de Junho de 2001, eu comecei a ter um interesse por ler a Bíblia, e esse Novo Testamento foi o meu companheiro de leitura por um bom tempo.
Em meados de 2001 eu estava morando com o meu Pai, pois a minha mãe e os meus irmãos estavam morando em Itanhaém, eu tinha ido com eles também, mas como não tinha emprego por lá, eu voltei antes para tentar arrumar um emprego e ajudá-los, mas eu não tinha maturidade suficiente para entender a situação em que vivíamos e não arrumei emprego. Ao chegar à casa do meu pai, fiz alguns bicos e comecei a aproveitar as noitadas de final de semana, sem saber das dificuldades que minha mãe e irmãos passavam em Itanhaém. Mas foi nesse tempo que despertado pelo interesse em ler a Bíblia, eu perguntei ao meu pai se havia alguma Bíblia na casa da minha avó (mãe dele), pois era lá que morávamos, e ele me emprestou a Bíblia que tinha sido do meu avô (o pai dele), então eu comecei ler regularmente essa Bíblia, gostava muito do livro de Gênesis e por algum motivo comecei ler Romanos. Um dia eu li “Portanto, você, que julga, os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas. Sabemos que o juízo de Deus contra os que praticam tais coisas é conforme a verdade. Assim, quando você, um simples homem, os julga, mas pratica as mesmas coisas, pensa que escapará do juízo de Deus?” (Romanos 2.1-3) É claro que eu não compreendia essa passagem bíblica como eu a compreendo hoje, mas lembro-me que ocasionalmente eu e o Binho tínhamos algumas conversas sobre religião e como eu estava lendo a Bíblia eu, no meu pouquíssimo conhecimento e total ignorância, disse a ele, certa vez, para não fazer, eu não me lembro o que, mas ao dizer para ele o que ele não deveria fazer, essa passagem me incomodou, pois eu dizia para ele não fazer exatamente tudo aquilo que eu estava fazendo. Deus já estava trabalhando em mim por meio de sua Palavra, sem eu saber. A Bíblia do meu avô (pai do meu pai), que eu nem conheci, pois morreu antes de eu nascer, me ajudou também a aproximar-me de Deus pela fé em Jesus Cristo.

A conversa com o meu irmão e o Binho naquele Bar de madrugada, bem como o interesse por ler a Bíblia, antes disso, e a vontade de ir para a igreja naquele mesmo Domingo, era Deus me trazendo para o seu caminho – Jesus Cristo, sem que eu soubesse na época.
Quando eu fui a Igreja Batista em Vila Nova Cachoerinha naquele Domingo e coloquei a minha fé em Jesus Cristo, quando eu cri nEle e recebi a vida eterna, a nova vida com Deus, eu pude compreender a mão de Deus me guiando durante toda a minha vida até eu me encontrar com Ele e crer nEle para ter vida eterna.
Eu nasci de novo, nasci para Deus em Jesus Cristo – fui regenerado. Isso não quer dizer que naquele momento eu fui instantaneamente aperfeiçoado moralmente, não. Mas a partir daquele momento a semente de Deus estava em mim e jamais eu conseguiria viver como eu vivia antes de conhecer Jesus Cristo. Não conseguiria viver mais em meus pecados como se Deus não existisse, Deus tinha um real e novo sentido para mim e todas as minhas ações refletiam esse afeto para com Ele, esse amor para com Ele, algo que não existia antes. Quando Deus me regenerou eu adquiri coisas que não tinha antes: o ARREPENDIMENTO, me arrependi de todo pecado cometido contra Deus, de todo pecado conhecido e desconhecido, de todo desprezo a Ele durante a minha vida, e aprendi nesses quinze anos de vida com Deus, que o arrependimento será uma atitude constante na vida daqueles que nasceram de novo, nós sempre teremos, durante a nossa existência na terra, o coração contrito por causa do pecado, pois quem nasceu de novo não vive pecando, e quando peca confessa o próprio pecado a Deus pedindo perdão em nome do Senhor Jesus Cristo; outra coisa que eu não tinha antes é a FÉ em Jesus Cristo, ou seja, a plena confiança de que Jesus Cristo morreu por meus pecados, que ele pagou os meus pecados na cruz e somente por causa daquilo que ele fez na cruz eu tenho acesso a Deus e direito de viver eternamente nos novos céus e nova Terra que Deus criará, o arrependimento sem fé em Jesus Cristo não nos torna aceitos por Deus, após nos arrependermos, consequentemente, para os regenerados, buscaremos o auxilio de Jesus Cristo, pois mesmo com o arrependimento constante, nós nunca seremos merecedores do favor de Deus, só podemos ter o favor de Deus em nossas vidas por meio de Jesus Cristo; outra coisa que adquiri com o novo nascimento foi a SANTIFICAÇÃO, com isso, como já afirmei, não quero dizer que sou perfeito, que não tenho pecados, ou que não cometo pecados e que não cometerei pecados pelo resto da minha vida, mas agora eu procuro a santificação, eu procuro ser imitador de Deus imitando a Jesus Cristo, eu tenho um novo objetivo na vida, quero ser como Cristo, desejo ser semelhante a ele, pois ele em tudo agradou a Deus, e se você acha estranho esse sentimento não se assuste, pois é exatamente isso que acontece com todo aquele que nasce de novo, ele deseja ser como Jesus Cristo, deseja alcançar a medida e estatura do varão perfeito – o maior desejo daqueles que foram verdadeiramente salvos é ser como Jesus Cristo. Isso não quer dizer que tal pessoa não cometerá nenhum pecado, mas ele não terá prazer no pecado. Nesses meus 15 anos de vida nova, eu cometi muitos erros, muitos pecados, tive atitudes que não deveria ter tido, proferi palavras que magoaram a Deus e outras pessoas, mas dou graças a Deus, pois vejo um aperfeiçoamento durante esses quinze anos em minha vida, Deus mudou e tem mudado a minha vida, erros que eu cometia no começo da minha caminhada cristã, hoje eu não cometo mais, mais uma vez, perdoe-me por ser repetitivo, não estou dizendo que nunca mais cometerei pecados, estou dizendo que por eu ter a semente de Deus em minha vida, todo e qualquer pecado que eu cometo me incomoda demais até que eu me arrependo, o abandono e o confesso a Deus pedindo perdão e misericórdia e confiando em Jesus Cristo que pagou por esses pecados também lá na cruz.
Hoje estou assentado nos lugares celestiais em Cristo Jesus, passei da morte para a vida, tenho esperança, tenho convicção, tenho certeza, tenho fé, estimo a Deus, acima de tudo e de todos, desejo honrá-lo com a minha vida, tenho alegria sem fim, mesmo em meio a toda dor e toda injustiça, quero ser como Cristo e para isso prossigo para o alvo!
Ao lembrar-me dos perigos que passei antes de conhecer Jesus Cristo, perigos esses que são desconhecidos das pessoas que eram mais próximas de mim, como a minha mãe, meus irmãos. Deus me livrou da morte, pois se naquela eu tivesse morrido sem Jesus Cristo, como eu estava, eu teria ido direto para inferno, preso por toda eternidade, sem alivio, sem esperança. Glória a Deus que me livrou da condenação eterna por meio de Jesus Cristo o meu Senhor e Salvador! Aleluia!
A minha oração é para que você seja tocado pelo Espírito Santo ao ler esse testemunho e que ao ser tocado pelo Espírito Santo você se arrependa dos seus pecados e creia em Jesus Cristo para ter vida eterna, se isso acontecer você andará em novidade de vida todos os dias de sua vida, você abominará o pecado e levará a Deus em consideração em tudo o que você falar ou fazer.
“Arrependam-se e creia no evangelho” Marcos 1.15
“Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” Marcos 16.16
“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?” João 11.25-26
E você Crê nisso?

2 ideias sobre “17 DE JUNHO – O ANIVERSÁRIO DA MINHA MORTE

  1. Tio Luiz torceu muito por essa vitoris.
    Um dia na farmacia vc apareceu vom uma coroa de nero pintado de amarelo.
    Achei q vc tinha se perdido mas nao era o fim da era de pecados
    Gloria a Deus por vc.
    Te amo em cristo bencao

  2. Lindo testemunho filho,realmente foi uma peregrinação e tanto,estou muito contente com sua mudança,que. Deus continue te abençoando e te fortalecendo.

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