DIÁLOGO COM CALVINO #DIÁLOGO 3 – LIVRO I – CAPÍTULO: III

Para Calvino o ser humano ao ser criado já foi feito com uma disposição natural para a divindade (Sensus Divinitatis), ainda que essa noção fosse limitada, Deus não deixou de colocar em sua criação a noção de sua divina realidade. Além dessa noção natural infundida no ser humano Ele ainda destila novas gotas de sua realidade, continuamente, de maneira que todos tem em si mesmo o testemunho interno de que Deus existe e que é o seu Criador, a despeito de toda essa revelação interna, o ser humano não presta o culto devido a Deus e não consagra a vida a sua vontade, por isso são indesculpáveis. Continuar lendo

DIÁLOGO COM CALVINO #DIÁLOGO 2 – LIVRO I – CAPÍTULO: II

No primeiro diálogo vimos que Calvino nos ensina que quase todo o conhecimento verdadeiro e sólido que o ser humano pode ter, consiste de duas partes – o conhecimento de Deus e o conhecimento de si mesmo, e inevitavelmente, ao olhar para si mesmo o homem será direcionado para o conhecimento de Deus, pois a bondade que encontramos nas pessoas e através das pessoas é uma consequência delas subsistirem em Deus. O mundo elogia atitudes de amor e conclama de que tais pessoas são merecedoras da justa retribuição de Deus, o evangelho ofende o ser humano natural porque diz que o ser humano é mal e que toda bondade vista através da vida dos seres humanos é subsistência em Deus. A bondade com a qual somos atingidos são flechas que Deus nos manda através das pessoas para que sejamos instigados a busca-lo e conhece-lo. Ao olhar para nós mesmos somos direcionados para Deus, pois há coisas em nossas vidas que são empréstimos de Deus ao ser humano; ao olharmos para Deus descubro quem eu sou de fato. Para conhecer-me preciso conhecer, em primeiro lugar, Deus! A não ser que eu queira ter uma falsa impressão de quem sou no mundo. Continuar lendo